sábado, 27 de julho de 2013

Cloudy beach day

Adoro dias de praia nublados, frescos e com pouca gente. Quando as pessoas vêem dias chuvosos aqui no Algarve correm a sete pés da praia, mas é quando mais gosto de ir. Vivo perto de muitas ilhas com praias maravilhosas sendo que as viagens até lá são feitas de barco pela Ria Formosa. São perfeitas.











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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Narcissa's motorcycle

Hoje é dia de andar de mota. 
Neste momento, decorre mais uma Concentração Motard de Faro, perto do sítio onde moro. Adoro estes dias, há sempre tantas motas e motards que vêm de todas as partes do mundo e que elevam o verdadeiro espírito motociclista. Andar na estrada e percorrer o asfalto é uma sensação que muitos desconhecem. Para mim, é a verdadeira liberdade. Assim, acaba por sentir-se uma grande empatia e respeito por todos aqueles que partilham esta mesma paixão. Eu cá, sempre adorei motas. É uma coisa que vem de família :) Deixo-vos a minha grande rainha e companheira de tantas viagens



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sábado, 13 de julho de 2013

Narcissa's Look

E finalmente o tempo ficou mais fresco! Hoje mostro-vos uma camisa com muitos, muitos anos. Pertencia à minha irmã quando era pequenina. Simplesmente adoro-a. Tem detalhes lindíssimos e confesso que me faz lembrar o meu pai, que pertence à Marinha Portuguesa como já referi aqui.





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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Narcissa's Look




Minhas flores :D

Tem estado um calor horrível. Na minha zona a temperatura tem rondado quase os 40º, de maneira que mesmo às seis da tarde não se consegue andar na rua. A única forma de sentir menos calor é usar roupas leves e anteontem estreei este vestido vintage. Comprei-o numa loja de antiguidades e já falei dele aqui. Atrás faz um laço apesar de não mostrar nas fotografias. 
Este sítio fica ao pé da minha casa e perto de um palácio lindíssimo (Palácio de Estoi) que podem ver aqui e aqui. É mesmo muito antigo e cheio de história, hoje em dia serve de café e pousada. Quando era mais nova, fiz lá uma sessão fotográfica. Um dia mostro :) Por enquanto, aqui ficam estas.






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sábado, 29 de junho de 2013

American Diner

Não é novidade que aqui no Algarve não existe quase nada relacionado com o universo pin-up. Porém, em Albufeira há uma cadeia de restaurantes bem ao estilo americano, com uma decoração linda e música rockabilly. Gostei muito de lá ir e até tirei uma fotografia com o Rei! =P







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terça-feira, 25 de junho de 2013

Praia

Flores :)

Ontem foi o meu primeiro dia de praia deste ano. A água estava muito boa e esteve muito, muito calor!
Mostro-vos o meu biquini novo mas continuo a minha busca para encontrar uma loja que venda biquinis retro aqui em Portugal. Confesso que não gosto de comprar online pois nunca sabemos se nos irá ficar bem.






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sábado, 15 de junho de 2013

Serigrafias de Marilyn Monroe

Em seguimento do post anterior, hoje escrevo sobre as famosas serigrafias de Marilyn Monroe.

Com estas pinturas, Warhol pretendeu relacionar a arte com a sociedade mediatizada. São uma autêntica denúncia das atuais sociedades mediadas pelos meios de comunicação. O artista tentou mostrar o quanto as celebridades podem ser vazias e impessoais e, graças à serigrafia representou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo. Norma Jean era um símbolo cultural da época que os meios de comunicação lançaram e assumia apenas o papel de uma personagem diante destes meios – a de Marilyn Monroe. Com isto, em muitos trabalhos de Warhol, a repetição desta celebridade tem um papel essencial, “espelha a réplica visual através da qual Marilyn foi apresentada ao mundo”.

O ano de 1962 marcou a primeira vez em que o artista representou a atriz num quadro chamado The Six Marilyn’s. Ao escolher uma imagem promocional de Marilyn, o artista aumentou o seu rosto, replicou-o em seis vezes e manipulou a imagem ao aumentar a ostentação do batom, da sombra dos olhos, a oxigenação do penteado louro e cores muito contrastantes para realçar a ideia de glamour e de estrelato. 

The Six Marilyn’s

Arrisco a afirmar que nesta obra, Warhol faz uma espécie de resumo da vida de Marilyn ao distorcer o seu rosto de forma a dar ênfase à artificialidade da sua imagem, da exagerada comercialização da mesma que a levou ao declínio. Marilyn falece durante o sono, quando tinha apenas 36 anos de idade, vítima de overdose de medicamentos que tomava na tentativa de poder controlar a sua vida.

Warhol acaba por utilizar várias vezes a mesma imagem durante a década de 60 mudando-lhe apenas aspetos relacionados com a cor. Retratou a natureza ilusória do estrelato e se analisarmos algumas das imagens podemos encontrar algumas ideias interessantes do artista. Uma delas tem a ver com o contorno dos lábios de Marylin: o artista não tem cuidado com os defeitos da impressão que não coincidem com os lábios da atriz. Também não branqueou os seus dentes deixando então uma ideia de exagero, superficialidade e oposição ao retrato tradicional. O facto de os olhos de Marylin estarem pintados exageradamente em termos de maquilhagem também mostra a construção de padrões de beleza nas sociedades industrializadas. Finalmente, o cabelo da atriz parece irreal. Uma concisa linha limita o seu cabelo fazendo parecer que o seu rosto é uma máscara e os cabelos uma peruca mostrando então a ideia máxima de artificialidade.

Estes quadros não procuram demonstrar a personalidade de Marylin, muito antes pelo contrário. Warhol escolhe-a pelo seu grande poder de sedução. Pretende igualar estes quadros repetitivos aos meios de comunicação de massa que nos bombardeiam constantemente com variados tipos de informação, do mesmo género.

Esta série de pinturas foi então inovadora, pois Andy Warhol concebeu um novo sistema em que o código de cores é reinventado. Faz uma reflexão crítica à singularidade da obra de arte, dirigiu-se para o grande público, mostrou que a arte pode ser barata, descartável e que pode ser criada em massa. Estas pinturas foram um fenómeno mundial, não só pelo seu carácter popular mas também pela universalidade da comunicação que o artista desejava transmitir.

Warhol conseguiu então criar arte a partir de elementos que não eram, de todo, considerados artísticos. Se prestarmos atenção e analisarmos todo o seu trabalho, podemos vislumbrar a mensagem que ele nos deixa. A arte de Andy Warhol avisa-nos sobre os perigos de um cada vez mais manipulador e artificial século.

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SHANES, Eric 2005, Andy Warhol, Lisma Editora, Lisboa.


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